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domingo, 31 de maio de 2015

Robert Rauschenberg

Robert Rauschenberg ~ 381 Lafayette Street, NYC. 1968 Photo: Henri Cartier-Bresson via MONDOBLOGO: artists in their studios



No pós-guerra, Rauschenberg tornou-se um dos mais marcantes artistas norte-americanos. Se, por um lado, os seus trabalhos de 1953-1954 denunciam uma recuperação do dadaísmo, por outro antecipam a Arte Pop. Caracterizam-se pela utilização de objetos retirados da realidade quotidiana, em citações evidentes ou por colagem de fragmentos, procurando questionar os processos de perceção visual e de comunicação plástica. Rauschenberg chamou a estas telas combine painting.


Em algumas pinturas, rompeu com a ideia tradicional de espaço pictórico, ultrapassando as distinções entre pintura e escultura com a execução de telas que adquiriam espessura e volume através da colagem de objetos ou pelo tratamento pictórico das superfícies de esculturas tridimensionais. Frequentemente anulou os limites rígidos da tela pelo prolongamento de alguns objetos para além do suporte físico. 

Um dos seus trabalhos mais famosos é a escultura Odalisca, datada de 1958, onde alude a uma série de referências e associações - uma composição tridimensional a partir de vários objetos, incluindo uma galinha. A pintura Reservatório, datada de 1961, inclui um conjunto de colagens de objetos do quotidiano, colocados sobre um fundo sujo. Desenvolveu um método para seleção e composição de objetos díspares, onde assumiu a sobreposição de signos e símbolos da cultura de massas e da sociedade de consumo, como se verifica na tela Doric Circus, realizada em 1979, que apresenta uma coleção aleatória de recortes de revistas.
Desde os inícios dos anos 60, Rauschenberg começou a interessar-se por outras técnicas pictóricas como a serigrafia e a impressão offset, alinhando com a pesquisa de outros artistas ligados à arte pop americana, como Andy Warhol.




Robert Rauschenberg, Untitled, 1963

Robert Rauschenberg. Estate, 1963. Love the indirect storytelling. My favorite thing about art is how it challenges the audience.

Robert Rauschenberg

Rauschenberg's self portrait. Saw this exhibit at Philbrook last year with Danny. He is great.

Robert Rauschenberg, Tracer, 1964   - WikiPaintings.org

Robert Rauschenberg, Black Market, 1961, canvas, wood, metal, oil paint, 152 x 127 cm, Ludwig Donation 1976





Fonte: http://www.infopedia.pt/$robert-rauschenberg
           Pinterest

Pop Art

A Arte Pop é um movimento cultural que se desenvolveu nas décadas de 50 e 60 do século XX, centrado na Inglaterra e nos Estados Unidos. O termo pop é uma abreviatura de "popular" e indica a raiz cultural e estética desta corrente inspirada no imaginário da sociedade de consumo e na cultura de massas. 
Começou por ser uma reação contra o expressionismo abstrato das décadas anteriores, considerado agora muito intelectualizado e desligado da realidade. Os artistas pop tentam produzir algo que exprima o verdadeiro espírito do mundo atual, usando alguns objetos de uso corrente, envolvendo a arte no contexto quotidiano. Desta forma, o contacto da obra com o espectador é imediato e o seu objetivo mais formal que conceptual. Em algumas das imagens que exprimem o materialismo da sociedade pode-se mesmo perceber intenções de crítica e sátira social.
Embora imbuídas de fundamentos estéticos idênticos, as manifestações artísticas da Arte Pop são extremamente variadas, podendo distinguir-se personalidades muito diferentes e criações artísticas que envolvem um leque alargado de expressões: pintura, escultura, desenho, happening, fotomontagem e colagem.
Para além dos temas, a Arte Pop apropria-se de alguns meios de produção em massa, por exemplo, a fotografia e a serigrafia, como o testemunham os trabalhos de Andy Warhol, onde são reproduzidos repetitivamente alguns ícones da sociedade de consumo, como as garrafas de Coca-Cola e a lata de sopa Campbell.
De entre os representantes mais notáveis deste movimento distinguem-se ainda, nos Estados Unidos, os artistas Robert Rauschenberg, Jasper Jonhs (do qual são conhecidas as séries de pinturas sobre a bandeira americana), Roy Lichtenstein (com as suas reinterpretações de temas da banda desenhada) e, em Inglaterra, Richard Hamilton (com as colagens de imagens ligadas à vida doméstica) e Peter Blake.




Blam, 1962 - Roy Lichtenstein

Marilyn - Andy Warhol
Marilyn, 1967 - Andy Warhol

100 Cans - Andy Warhol
100 Cans, 1962 - Andy Warhol

Liz Taylor - Andy Warhol
Liz Taylor, 1964 - Andy Warhol

Statue of Liberty - Andy Warhol
Statue of Liberty, 1962 - Andy Warhol

Just what is it that makes today's homes so different, so appealing? - Richard Hamilton

Just what is it that makes today's homes so different, so appealing?, 1956 - Richard Hamilton


Study for a Fashion plate - Richard Hamilton
Study for a Fashion plate, 1969 - Richard Hamilton

Lobby  - Richard Hamilton
Lobby, 1964 - Richard Hamilton

Just what is it that makes today's homes so different  - Richard Hamilton
Just what is it that makes today's homes so different, 1992 - Richard Hamilton

Four Self-Portraits 05.3.81 - Richard Hamilton
Four Self-Portraits 05.3.81, 1990 - Richard Hamilton

Retroactive II, 1964 - Robert Rauschenberg

Robert Rauschenberg

Black Market - Robert Rauschenberg


Fonte: http://www.wikiart.org/nl/Artists-by-Art-Movement/pop-art
           http://www.wikiart.org/nl/Artists-by-Art-Movement/pop-art

sábado, 11 de abril de 2015

Lin Tianmiao

Lin Tianmiao é uma artista de instalação ontemporânea de nacionalidade chinesa e designer de téxteis.
Explora a relação de tradição e modernização através dos objetos do dia a dia.

Ganhou um diploma bachelor em Belas Artes na Universidade Capital Normal em Beijing em 1984. Viveu em Brooklyn de 1988 até 1994. Regressou para Beijing em 1995, onde converteu a sua casa em um estúdio aberto, tendo isto sido um passo importante para a expansão da Apartment Art.











quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Helena Almeida

Artista plástica, Maria Helena de Castro Neves de Almeida nasceu em 1934, em Lisboa, e estudou pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. É filha do escultor Leopoldo de Almeida, autor do Padrão dos Descobrimentos, e irmã do arquiteto Leopoldo Castro de Almeida e da pintora Manuela Almeida. Em 1964 obteve uma bolsa de estudos e deslocou-se para Paris. Nesta cidade tomou contacto com a arte abstrata, o que influenciou bastante a sua produção pictórica.

As pinturas abstratas que realizou no final da década de 60 exploram o tema da caracterização do espaço pictórico e da sugestão ambígua de espaços interiores e de espaços exteriores.
A tendente antropomorfização da sua arte foi-se traduzindo na utilização do seu próprio corpo enquanto objeto ou tema da pintura. Corresponde esta produção artística a uma nova fase de trabalho, talvez a mais conhecida, marcada pelo recurso à fotografia, com carácter marcadamente conceptualista. Estas fotografias eram normalmente realizadas pelo seu marido, Artur Rosa, também ele artista plástico (arquiteto e escultor) e eram manipuladas através da utilização de pintura ou de desenho para introdução de elementos visuais (linhas, manchas) de forma a obter diferentes significações. 


As fotografias eram frequentemente organizadas em grupo, criando sequências de ação. Anula-se assim a diferença entre pintura e fotografia e entre interior e exterior. Associadas, fotografia e desenho ou fotografia e pintura sintetizam a representação, com tendência para a objectualização dos elementos da linguagem plástica. Há uma certa ênfase ritualista que se afasta de qualquer intenção de realização de auto-retratos de sentido narcisístico, como se revela nos trabalhos "Variações e fuga sobre o corpo", "Tela habitada" ou "Estudos para um enriquecimento interior", todas datadas da década de setenta. 
Algumas fotografias foram completadas com manchas azuis, verdes ou negras. Exemplo destes trabalhos são as fotografias tratadas com tinta negra, procurando negar os limites do corpo, como na obra "Negro Exterior", de 1981.


Obras:

Inhabited Painting - Helena Almeida

Inhabited Drawing - Helena Almeida

Inhabited Painting - Helena Almeida

Feel Me - Helena Almeida

Corte Secreto - Helena Almeida

Seduzir - Helena Almeida


Fonte: http://www.infopedia.pt/$helena-almeida
          http://www.wikiart.org/en/helena-almeida

sábado, 13 de dezembro de 2014

Eduardo Nery

Eduardo Nery

Pintor português nascido em 1938, na Figueira da Foz, diplomou-se na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. É considerado um artista da terceira geração do modernismo português. A partir de 1966, passou a dedicar-se à arquitetura e ao espaço urbano. Está representado no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, e no Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Obras:


Modulação Luminosa I - Eduardo Nery
Modulação Luminosa I (1966)


Oscilações do Claro Escuro I - Eduardo Nery
Oscilações do Claro Escuro I (1967)


Espaço Absurdo - Eduardo Nery
Espaço Absurdo (1970)

Perspetivas Aéreas - Eduardo Nery
Perspetivas Aéreas (1970)

Solids in Space - Eduardo Nery
Solids in Space (1970)

Universo em Expansão I - Eduardo Nery
Universo em Expansão I (1980)

Desmaterialização - Ascensão - Eduardo Nery
Desmaterialização (1990)

Viaduto da Av. Infante Santo - Eduardo Nery
Viaduto da Av. Infante Santo (2001)

Fonte: http://www.infopedia.pt/$eduardo-nery
          http://www.wikiart.org/en/eduardo-nery

Jean Tinguely


Jean Tinguely (Friburgo, 1925 - Friburgo, 1991) foi um escultor suíço.
Foi um dos fundadores do Nouveau réalisme (Novo Realismo), um movimento artístico que elege os materiais e elementos derivados da realidade cotidiana, como os desperdícios da sociedade de consumo, transformando-os em obras de arte. A sua obra denuncia uma estética e uma conceptualização próximas do dadaísmo. As esculturas, numa espécie de celebração da ciência e do progresso tecnológico que marcou o após-guerra, são máquinas satíricas com funções e formas diversas, normalmente inúteis e absurdas, com movimentos descoordenados.

Obras:

Méta-Malevitch - Jean Tinguely
Méta-Malevitch (1954)

Wundermaschine - Méta-Kandinsky I - Jean Tinguely
Wundermaschine - Méta-Kandinsky I (1956)

Méta-Matic No. 14 - Jean Tinguely
Méta-Matic No. 14 (1959)

Homage to New York - Jean Tinguely
Homage to New York (1960)

Le soulier de Madame Lacasse - Jean Tinguely
Le soulier de Madame Lacasse (1960)

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Tinguely
          http://www.wikiart.org/en/jean-tinguely